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Not�cia - 26/02/2018 - Pesquisa mostra que 18% dos paulistanos estão desempregados
26/02/2018 - Pesquisa mostra que 18% dos paulistanos estão desempregados
A Rede Nova São Paulo, em parceria com o Instituto Ibope Inteligência, divulgou ontem (21) os resultados da pesquisa “Viver em São Paulo” sobre os temas trabalho e renda.
Pelo menos 18% da população da capital paulista, o equivalente a 1,763 milhão de paulistanos, estão desempregados. Desses, 14% (1,371 milhões) estão procurando emprego e 4% (391 mil) não estão. Segundo os dados, 44% estão na mesma situação há um ano, 18% de um a dois anos e 29% estão sem trabalho há mais de dois anos.
De acordo com o coordenador-geral da Rede Nossa São Paulo e do Programa Cidades Sustentáveis, Jorge Abrahão, o número de desempregados em São Paulo é maior do que o da média nacional, que está em torno de 14%.
O levantamento, feito por meio de 800 entrevistas com paulistanos de 16 anos ou mais na cidade de São Paulo, entre os dias 8 e 27 de dezembro de 2017, mostrou que 58% dos entrevistados são mulheres, 59% são pretos e pardos, 26% são mais jovens, 35% têm renda familiar de até dois salários mínimos e 43% desses paulistanos são menos instruídos.
“Em um momento de crise como este pelo qual passamos, quem contrata procura as pessoas mais qualificadas e as pessoas com menos qualificação vão sendo deixadas de lado, o que aumenta as desigualdades que já são grandes. Daí a necessidade de políticas para avançar. Desde capacitação e qualificação até o estímulo ao avanço econômico desses lugares”, afirmou o coordenador da instituição.
Quando questionados sobre o gênero, 48% ressaltaram que as mulheres têm menos oportunidades que os homens, sendo que desse percentual 54% são mulheres. Outros 33% disseram que essas oportunidades são iguais para os dois gêneros e 13% consideraram que os homens têm menos chances.
“A paridade entre homens e mulheres não será natural e sim fruto de conscientização, propostas e políticas do poder público e empresas para alcançar equidade maior. Nós temos adotado cotas em muitos lugares. Isso pode ser um avanço provisório, mas que tenta redimir a injustiça que há entre gêneros no país”, disse Abrahão.
Fonte: DCI
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