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Not�cia - 17/08/2026 - Clima no Brasil: calor acima da média, chuvas irregulares e influência do El Niño marcam os próximos meses 17/08/2026 - Clima no Brasil: calor acima da média, chuvas irregulares e influência do El Niño marcam os próximos meses

Acontecimentos recentes e tendências observadas

Temperaturas acima da média: agosto vem apresentando tendência de temperaturas elevadas em grande parte do Brasil, com destaque para áreas do Norte e Centro-Oeste. Para o segundo semestre, os órgãos oficiais mantêm a previsão de temperaturas acima da média, aumentando a possibilidade de ondas de calor.

Chuvas com distribuição irregular: o cenário climático continua bastante diferente entre as regiões. Para o trimestre agosto-setembro-outubro, há tendência de chuvas acima da média em áreas da Região Sul e de chuvas abaixo da média no centro-norte do Brasil.
Chuva acima da média em áreas específicas: para agosto, o INMET aponta chuva acima da média em áreas do Norte, Centro-Oeste e no Rio Grande do Sul. No Centro-Oeste, entretanto, o comportamento é bastante regionalizado, com áreas de chuva abaixo da média e outras acima da média.

Frentes frias e temporais no Sul: a Região Sul continua sujeita à atuação de sistemas que podem provocar chuva intensa, ventos fortes, granizo e queda de temperatura. O risco desses eventos deve ser acompanhado principalmente por meio dos avisos meteorológicos de curto prazo.

Risco de baixa umidade e queimadas: a combinação de temperaturas elevadas, períodos secos e baixa umidade favorece a ocorrência de ondas de calor e aumenta o risco de incêndios florestais em diferentes áreas do país. O INMET mantém inclusive avisos específicos de baixa umidade e risco de incêndios.

El Niño confirmado: diferentemente do que constava na versão anterior, não estamos mais em uma simples "transição para El Niño". A configuração do fenômeno foi confirmada em junho de 2026. Os modelos indicam 100% de probabilidade de permanência pelo menos até o início de 2027 e alta probabilidade de um episódio muito forte entre a primavera e o início do verão.
Previsão para os próximos meses

Final de agosto

As temperaturas devem permanecer acima da média em grande parte do país.
O Sul, especialmente áreas do Rio Grande do Sul, apresenta tendência de chuva acima da média.
Algumas áreas do Norte e Centro-Oeste também podem registrar chuva acima da média, mas a distribuição será irregular.
O centro-norte do país tende a apresentar períodos mais secos.
Persistem condições favoráveis à ocorrência de baixa umidade, ondas de calor e incêndios em áreas vulneráveis.

Setembro e outubro

A primavera tende a favorecer uma retomada gradual das chuvas em várias regiões.
A Região Sul permanece com tendência de volumes de chuva acima da média em algumas áreas.
No centro-norte do Brasil, a previsão aponta maior possibilidade de chuva abaixo da média.
Poderão ocorrer períodos de forte calor intercalados com episódios de chuva intensa e temporais.
O risco de eventos extremos, como rajadas de vento, granizo e chuva volumosa, deve ser acompanhado por meio das previsões de curto prazo.

Novembro e início do verão

A tendência é de aumento gradual da frequência das chuvas em grande parte do país.
A distribuição das precipitações, porém, poderá continuar irregular.
O Sul pode permanecer mais sujeito a episódios de chuva volumosa associados à influência do El Niño.
O Norte e o Centro-Oeste tendem a avançar gradualmente para o período chuvoso, mas podem ocorrer períodos de estiagem e calor.
Caso o El Niño evolua para a intensidade muito forte prevista pelos modelos, seus efeitos sobre a distribuição das chuvas no Brasil poderão se tornar mais evidentes.
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Essas informações representam tendências climáticas, e não uma previsão exata do tempo para cada cidade. Quanto mais distante o período analisado, maior a incerteza.

Para situações práticas — como viagens, atividades agrícolas, prevenção de incêndios ou acompanhamento de riscos — é importante consultar regularmente os avisos do INMET, Defesa Civil, CEMADEN e órgãos estaduais de meteorologia. Os próprios órgãos que participam do Painel El Niño recomendam o acompanhamento contínuo das previsões e alertas oficiais.

Essa versão está mais segura para publicação, porque corrige principalmente a informação sobre o El Niño e evita afirmar como certeza aquilo que os modelos apresentam apenas como tendência.




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